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Tesla Solar Roof – A Telha do Futuro

Por Willian Dantas de França (Curso de Arquitetura FFB)

Em uma realidade cada vez mais preocupada com a ecologia e com o meio ambiente, a Solar Roof surge como uma revolução na produção de energia elétrica habitacional.

Desenvolvida pela empresa americana Tesla, a Solar Roof é uma telha que possui um painel fotovoltaico embutido, o que permite a construção de um telhado com 100 % de área aproveitável para a captação de energia solar. Feitas com vidro temperado texturizado, as telhas têm a aparência de uma telha comum, só podendo ser percebida a presença da célula fotovoltaica se o observador estiver em um ângulo específico para tal. A ideia é criar um produto atrativo, acessível e resistente para incentivar o consumidor a se voltar para meios de energia mais sustentáveis, que são a base dos produtos da empresa.

A Companhia Tesla, foi fundada pelo milionário Elon Musk, criador do Paypal, sendo mais conhecida pela fabricação de carros elétricos de luxo, com a Tesla Motors. Além desses, a Tesla também possui outros produtos e projetos voltados para a energia sustentável e incentiva o desenvolvimento e acesso a essas tecnologias. Um exemplo disso é a Powerwall, uma bateria que promete suprir as necessidades energéticas da sua casa, e a SolarCity, uma cidade inteira abastecida por energia solar.

 Nas palavras da própria empresa: “O Solar Roof complementa a arquitetura da sua casa enquanto transforma a luz solar em eletricidade. Com uma bateria Powerwall integrada, a energia coletada durante o dia é armazenada e disponibilizada a qualquer momento, efetivamente transformando sua casa em um utilitário pessoal. As telhas de vidro solar são tão duráveis que irão durar toda a vida útil da sua casa, ou infinitamente, o que vier primeiro”.

E aí, quem quer ser o primeiro a experimentar essa tecnologia na sua casa?

A FFB Fashion Haus acredita em um mundo verde. A FFB Fashion Haus apoia essa ideia.

 

Revisão: Victor Benevides (Aluno de Marketing FFB)

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Madeira de Demolição: Você sabe o que é?

Se você pensou que madeira de demolição é um tipo de madeira utilizada para demolir coisas, sentimos muito, você errou. Enfim, brincadeiras a parte, esse tipo de madeira é sinônimo não só de qualidade, mas de sustentabilidade. Isso porque, a madeira de demolição é proveniente da demolição de casas e outras construções muito antigas, daí o nome.

Não bastasse o fator estético, que a fez a queridinha entre os arquitetos e designers, a madeira de demolição tem qualidade comprovada: pelo tempo! Se ficou tantos anos exposta a intempéries e pragas (cupins, fungos, brocas, etc.) e permaneceu sólida, uma coisa é certa: a madeira é boa. Para se ter ideia, outras fontes comuns de obtenção são em dormentes de linhas ferroviárias e, até mesmo, em antigas cruzetas de postes de energia elétrica.

No mercado da construção civil, quando nos referimos à madeira de demolição, subentende-se que se trata de uma madeira nobre de lei. As mais procuradas são ipê, peroba rosa, angelim pedra, jacarandá, jatobá, carvalho e castanheira, que são raridade no mercado legal. Normalmente são utilizadas em projetos sofisticados de clientes exigentes, devido ao custo mais elevado e qualidade comprovada. A partir dela, podem ser fabricadas mesas, estantes, cadeiras, sofás, além de serem utilizada para revestimento de pisos e paredes.

O uso da madeira de demolição tem sido um grande aliado no combate ao desmatamento. Toras que antes eram obtidas por extração ilegal (muitas espécies de árvores fornecedoras de madeiras de lei estão em extinção), hoje são reaproveitadas. Dessa forma, o mercado se mantém aquecido com esse novo filão e a natureza agradece por se manter preservada. Isso é desenvolvimento sustentável. A FFB Fashion Haus acredita nessa ideia.

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Texto por Victor Benevides (Aluno de Marketing – FFB)

 

FONTES:
Bistrol móveis: Madeira de demolição – O que é, de onde vem? Acesso em: http://www.bristolmoveis.com.br/1/?p=510
Pensamento Verde: O que é madeira de demolição e qual a sua relação com a sustentabilidade? Acesso em: http://www.pensamentoverde.com.br/sustentabilidade/madeira-demolicao-relacao-sustentabilidade/
Fazfácil: Como Proteger a Madeira das Pragas. Acesso em: http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/madeira-pragas/
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Athleisure Wear – A nova moda esportiva

A origem do nome Athleisure vem da mescla de dois termos da língua inglesa: athlete (atleta) e leisure (lazer). O primeiro se refere às roupas voltadas para atividades físicas, que era conhecido como o gym wear. O segundo termo, por sua vez, é usado para se referir às roupas usadas nos momentos de lazer, ou seja, roupas usadas em eventos informais, que não necessitam da compostura e formalidade do trabalho.

Na prática, as peças Athleisure são aquelas que mesclam uma pegada esportiva, mas que estão incluídas nos looks para as atividades práticas da rotina e até mesmo para o escritório em dias mais informais.

Os primeiros registros acerca das Athleisure Wear  surgiram em meados de 1918, quando o mundo fervia com a difusão dos ideais feministas (chancelados principalmente pela promulgação do Representation of the People Act, no Reino Unido, que garantiu o direito de voto às mulheres).

Na moda, a onda feminista do período teve uma representante ímpar – Gabrielle Coco Chanel – uma jovem mulher desportista, que gostava de praticar montaria e, por isso, optava por uma indumentária mais confortável (criou os famosos tailleurs em Jersey, ou seja, uma malha do toque macio e sedoso e com aspecto elástico). Preferia usar calças de homem e uma camisa, pela liberdade de movimentos. Para Coco, essa era uma das características mais importantes que o vestuário feminino moderno deveria apresentar.

Atualmente, a Athleisure Wear vem se desenvolvendo cada vez mais e tornando-se um fenômeno mercadológico de rápida expansão, sintonizando-se com a mentalidade da nova geração, que está cada vez mais consciente da importância do desenvolvimento sustentável. É o exemplo da patagônia, uma marca esportiva eco consciente que desenvolveu um tecido sustentável batizado de Merino Air Baselayer, uma malha de lã leve e respirável, destinada à atividade de alto desempenho em condições extremamente frias. Essa lã é resultado de um processo de pastejo regenerativo, que tem como objetivo reduzir a degradação das pastagens existentes na região da Patagônia, na Argentina.

É impossível ignorar essa tendência de formas confortáveis e fabricadas em tecidos maleáveis, arejados e sustentáveis. Eles se harmonizam super bem em um mix de peças mais formais, que se propõem a utilizar em ambientes mais hippies ou sofisticados e a qualquer hora, proporcionando bem estar para o corpo e para a mente.

A tendência da vez é a sustentabilidade. E a FFB Fashion Haus apoia essa causa!

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Texto por Victor Benevides e Synara Leal  (aluna do curso de Design de Moda FFB)

Revisão por Victor Benevides (Aluno de Marketing – FFB)

 

 

FONTES:

LEAL, Synara Barroso – Athleisure Wear (aluna do curso de Design de Moda FFB)

Wikipedia – Feminismo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo

Stylo Urbano – Marca de moda esportiva Patagonia lança novo tecido sustentável: http://www.stylourbano.com.br/marca-de-moda-esportiva-patagonia-lanca-novo-tecido-sustentavel/

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COMO USAR AS CAMISETAS MASCULINAS

Por: Mara Fabrícia, Design de Moda

Nos últimos tempos, vemos cada vez mais mulheres abrindo suas mentes e viajando nas possibilidades das araras masculinas! Isso ocorre porque muitas digital influencers estão posando com camisetas dos meninos, em diversos estilos!

Apesar de muitas mulheres já usarem essa peça indiscriminadamente, o tabu, quando falamos nisso, ainda é grande. Muitas pessoas ainda valorizam muito as roupas que marcam o corpo, de forma que a mulher que abre mão dessa característica é vista como “sem graça” ou “desleixada”.

Esse preconceito, aos poucos, está ficando para trás. Isso porque, as camisetas e camisas masculinas estão dando a possibilidade de vermos looks cada vez mais divertidos, diferentes e, até mesmo, sexy! Tudo depende da criatividade de quem usa e do quão disposta você está para abrir sua mente e largar mão do que os outros irão pensar sobre você!

Então, para inspirar sua imaginação, trouxemos algumas fotos para que você possa se sentir mais à vontade com esse estilo e, a partir deles, criar looks com a sua identidade. O que é fundamental!

Nestes looks vemos a forma mais clássica de usar as camisetas. Invista em um ou dois tamanhos maiores do que o seu para que a peça fique comprida e folgada, por baixo uma saia ou short. Abuse dos acessórios.

Também é possível usar por dentro de saias, shorts e calças. As camisas com mangas ficam ótimas se usadas como sobreposição. Não tenha medo de ousar!

 Para quem está ainda não usou nenhuma peça masculina, uma boa opção é usar de formas mais clássicas, até mesmo no trabalho.

E, finalmente, para as mais ousadas, que tal sair da zona de conforto misturando estampas e peças com estilo? Nossa imaginação não tem limites, nós é que a limitamos, vamos lá!

Repost: Diarista de SP junta dinheiro para reformar casa e obra ganha prêmio

Dalvina Ramos e o filho contrataram arquitetos para refazer imóvel. Projeto foi considerado a melhor construção do mundo por site internacional.

Dona do imóvel na Zona Leste de São Paulo que ganhou o prêmio internacional “Building of the Year 2016” (melhor construção do ano), promovido por um dos sites mais importantes do segmento no mundo, o ArchDaily, a diarista Dalvina Borges Ramos, aos 74 anos, ainda não se acostumou com a cor de sua nova casa. “A parede eu até acho bonitinha, mas esse chão dá a impressão que é sujo. Quero colocar um piso branquinho para dar uma aparência mais alegre”, explica.

Telhado e paredes de concreto, chão de cimento queimado. A modernidade não agrada no tom, mas afaga ao garantir segurança: é sob teto firme que ela sempre quis viver. “Eu tinha medo. A casa estava caindo.”

A reforma foi planejada por Marcelo Borges, filho único da diarista, e o responsável por procurar um escritório de arquitetura com dois pedidos: urgência e orçamento limitado. O imóvel capengava não apenas pela idade avançada – foi adquirido por Dalvina há mais de 25 anos – mas também pela construção mal planejada.

A gota d’agua foi um dilúvio. Parte do teto desabou durante uma forte chuva na capital paulista em 2013. Dalvina estava no banho quando a estrutura caiu.

“Ouvi um barulhão. Quando cheguei no quarto, aquele cenário, uma fumaça. Os pedaços de concreto estavam em cima da cama. Demorou um tempo pra ficha cair que tudo aquilo poderia ter ido em cima de mim”, relembra Dalvina. “Por sorte não pegou ela. Foi o alerta de que precisávamos resolver a situação”, recorda Marcelo.

CLIQUE AQUI E VEJA FOTOS DA CASA

Meses depois do incidente, começava o processo de reforma do imóvel de 95 metros quadrados, na Vila Costa Melo. O valor não poderia ultrapassar R$ 150 mil, montante acumulado pela diarista ao longo da vida.

A reserva era preciosa e resultado de décadas de suor e poupança. Dalvina deixou Brumado, interior da Bahia, nos anos 60. Ela, os pais e 14 irmãos saíram da zona rural nordestina rumo à Garça, interior de São Paulo, onde uma tia morava.

Trabalhou na roça paulista até ser contratada como empregada doméstica de uma família que um ano depois, mudou-se para a capital. Dalvina foi junto. Passou boa parte da vida residindo no emprego, fez de um quarto sua morada e do filho. No final dos anos 80, comprou o imóvel agora transformado – e premiado.

Há 31 anos trabalha como diarista de uma senhora na região da Mooca. Agora, guarda dinheiro para comprar armários e instalar um piso branquinho no chão. “Eu acho minha história bonita. É uma história de vida”, reflete.

Em 2014, Marcelo recorreu ao escritório de arquitetura Terra e Tuma, indicado por parentes de sua ex-mulher. Explicou as necessidades da obra e as condições. “A documentação estava em ordem. Queríamos manter isso em ordem também. Não queríamos nenhum engenheiro assinando, e não queríamos fazer o que é muito comum no bairro: contratar um amigo, ou vizinho para fazer a obra”, explica.

O arquiteto Pedro Tuma, um dos três sócios do escritório, detalhou o projeto ao G1. “Uma das virtudes deste caso foi o impulso do Marcelo em ter procurado um escritório de arquitetura, cujo trabalho costuma ser vinculado aos altos custos. Eles fizeram uma proposta coerente e solicitaram um imóvel com dois quartos, sala, banheiro e área de serviço”, explica.

Foi justamente por ter conseguido otimizar o espaço a um orçamento restrito, que o escritório foi recentemente reconhecido com o prêmio internacional. Contudo, Tuma destacou que a opção por blocos de concreto aparente em toda a casa ao invés de materiais mais sofisticados não foi somente por conta do baixo custo.

“Levamos o prêmio porque trabalhamos pela democratização da arquitetura. Essa não é uma casa virtuosa, com acabamentos de última geração. E além do orçamento restrito, usamos aqueles materiais porque é a forma como entendemos o conforto. Uma casa com blocos de concreto e estrutura aparente privilegia o espaço ao invés da superfície”, explica Tuma.

A casa precisou ser demolida. Foi feita a fundação e um novo imóvel. O quarto da mãe fica no térreo, assim com a maior parte dos espaços construídos. Apenas a horta e o segundo quarto, geralmente ocupado pelo filho, ficam no andar de cima. Há uma grande janela que separa a cozinha da área de serviço e do jardim, e que atrelada ao pé direito alto da construção, proporciona luminosidade e amplitude aos espaços.

Os especialistas ainda fizeram um jardim central e uma horta no teto da laje da sala, projeto da paisagista Gabriella Omagui, que promove isolamento térmico ao impedir que o sol bata diretamente no local. Dalvina apresenta as plantinhas sugerindo receitas.

“O alecrim é ótimo para colocar na carne. Fica muito bom também para fazer com batatas. A cidreira geladinha é super refrescante.” Questionada se ela gosta de cozinhar, a diarista rebate revelando seu novo sonho: “Se um dia eu ganhar na Mega-Sena, a comida eu vou continuar fazendo e a roupa, lavando. Mas a casa eu vou querer alguém pra limpar.”

 

FONTE: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/02/diarista-de-sp-junta-dinheiro-para-reformar-casa-e-obra-ganha-premio.html

Repost: Elegância consciente: a moda em seus diversos estilos sustentáveis

FONTE: https://goo.gl/zhfLSh

“Ética + estética = moda sustentável”

A moda é um conjunto de costumes e valores de uma sociedade que podem ser representados através do jeito de vestir. A estética do que é belo é influenciada por diversos fatores, como desfiles de grandes estilistas, por exemplo. Eles geram tendências que mudam incessantemente. Ao longo da história, o vestuário se estabeleceu como uma forma de status social para diferenciar os nobres da massa. Isso ainda ocorre, e quando uma tendência se torna muito popular ela é trocada por uma nova. Esse sistema gera uma fabricação constante de coleções com obsolência programada por estações e temporadas, conhecidas como fast fashions, comuns no comércio varejista. Os novos looks são rapidamente propagados pela mídia, que age refletindo e legitimando novos hábitos e tendências de mercado.

O consumo de roupas acelerado tem deixado grandes marcas no meio ambiente: a degradação do planeta e o consumo de muita matéria prima não renovável. Segundo a Environmental Protection Agency, a indústria têxtil está entre os quatro tipos de indústrias que mais consomem recursos naturais e que mais poluem. Além disso, esse sistema fomenta a desigualdade sociocultural, ao passo que utiliza empregos sazonais e informais para manter o baixo custo da produção.

Moda e preservação ambiental são aparentemente conceitos conflitantes; o primeiro implica em produtos com curtos ciclos de vida, e o segundo, leva em conta durabilidade, sustentabilidade e reutilização de produtos. Contudo, algumas formas são mais propensas a mudanças do que outras. Os chamados “clássicos” têm design menos datado no tempo, e por isso têm maior longevidade. Além disso, a moda é, sobretudo, uma expressão do estilo pessoal, que demonstra a criatividade e o senso estético das pessoas. Através da moda você pode expressar sua individualidade. Ao usar uma marca, você não está comprando apenas a beleza da peça, está legitimando todo seu processo produtivo e carregando o valor moral da empresa. Se a loja onde você compra, utiliza trabalho escravo ou infantil em sua confecção e descarta resíduos químicos nocivos de forma incorreta, você está alimentando essas práticas – mas também é preciso levar em conta que a falta de poder de escolha, devido a preços elevados de certas marcas, deixa os compradores de mãos atadas. Assim, em algumas situações, os consumidores têm o poder de apoiar ou punir marcas por suas atitudes sociais e ambientais, e isso se dá na sua escolha de qual loja comprar. Para isso, é essencial se informar dos produtos que a fabricante utiliza.  Se você deseja se tornar um consumidor responsável e ecofriendly, deve se questionar como, onde e por quem foi feita aquela roupa que você irá comprar.

Muitas são as medidas que podem ser empregadas para reduzir os impactos sociais e ambientais na indústria da moda. Existem inúmeros processos e momentos de decisão diante dos quais uma marca adota seu posicionamento e ela pode investir no paradigma do desenvolvimento sustentável. Na confecção, a empresa pode decidir aumentar a vida útil de uma peça de roupa através do acabamento, pode usar tecidos que causem menor impacto ambiental, verificar a procedência das matérias-primas, assegurar condições dignas de trabalho, realizar o upcycling e etc. Cabe às marcas e aos consumidores a decisão na escolha de um posicionamento ético frente à moda. Diante dessa preocupação, surgiram correntes que visam um consumo mais consciente e estão alinhadas com uma proposta mais ecológica. Entre elas, destacam-se o movimento de moda ética, de slow fashion, eco moda, zero-waste fashion e eco chic.

Eco chic

O termo eco chic surge para provar que é possível estar estiloso, elegante, descolado e antenado, e ter uma responsabilidade com aspectos ambientais e sociais. O estilo de vida eco chic corresponde no desafio das marcas em refletir preocupações morais sem abdicar de uma estética bacana. Ser eco chic é estar bem vestido, se valendo de cor, textura e caimento de forma sustentável. Vestir-se de forma criativa e valorizar a inovação são sinônimos de elegância. Um conceito de moda que atende a perspectiva de um consumidor eco chic é a moda ética.

Moda ética

Moda ética leva em consideração todo o impacto da dimensão sociocultural e ambiental inserida na concepção de um produto. O conceito ganhou destaque em 2004, com o Ethical Fashion Show, evento e manifesto realizado em Paris. O movimento questiona a exploração de trabalho de funcionários de confecções, que muitas vezes são submetidos a condições análogas ao trabalho escravo. No dia 24 de abril de 2013, 1.133 pessoas morreram no pior acidente da indústria da moda, no complexo de fábricas Rana Plaza em Dhaka, Bangladesh. Esse dia deu origem à organização Fashion Revolution, alinhada com os valores de moda ética, que instituiu esse dia como o fashion revolution day. A organização propõe questionamentos como: quem fez minhas roupas? Sob quais condições?

Eco moda

Já eco moda (ou, moda ecológica ou, moda verde) parte do mesmo conceito do eco design. Uma proposta que considera as consequências ambientais em todos os estágios de desenvolvimento de um produto. Nela, reduz-se o consumo de recursos, e são escolhidos materiais e processos que colaborem para diminuir o impacto ambiental durante seu ciclo de vida. Há o uso de tecidos de fibras orgânicas e métodos de produção que minimizem a contaminação de rios e mares, evitando ao máximo produtos químicos poluentes como corantes sintéticos. Algumas alternativas são o algodão orgânico, e fibras de abacaxi, de bambu, de cânhamo, etc. Algumas marcas brasileiras já utilizam o algodão orgânico, como a Use Eco, que produz camisetas masculinas e femininas. O ecoproduto é projetado de acordo com um balanço energético e material, quantifica as perdas e possíveis desperdícios, além de pensar em refrear a geração de resíduos sólidos. A moda verde tem grande influência da onda vegana ou eco vegan, e diversas marcas que adotam esse posicionamento oferecem produtos cruelty free, ou seja, sem crueldade contra animais.

Ao pensar na sustentabilidade de um material, devemos considerar diversos fatores, tais como: a capacidade de renovação da fonte, o processo de como a fibra é transformada em tecido, e a pegada de carbono total do material. De acordo com a fundação Earth Pledge, mais de oito mil produtos químicos são utilizados no processo têxtil e 25% dos pesticidas do mundo são empregados no cultivo de algodão não orgânico. Os esforços para encontrar medidas que reduzam os danos à natureza durante o cultivo da matéria prima, produção e transporte, tornam a moda sustentável tipicamente mais cara do que a fabricada por modelos convencionais.

Zero waste fashion

O conceito de zero waste fashion se refere à produção de vestimentas e acessórios que geram pouco ou nenhum resíduo em sua produção. Ele faz parte do movimento eco fashion e elimina o desperdício durante a fabricação. O designer escolhe padrões que utilizem de forma mais eficiente o tecido e reutiliza retalhos para fazer detalhes de peças.

Upcycle

Uma tendência que colabora para a redução de lixo é o Upcycle, que transforma objetos no fim de sua vida útil que seriam descartados em novos produtos. A utilização de câmaras de ar de pneus para a confecção de artigos de moda vem aumentando e já chegou ao Brasil. A Recman Br produz bolsas e mochilas de luxo que se enquadram na tendência eco chic e moda sustentável.

Slow fashion

Além de uma transformação no processo criativo, no que se refere ao uso de materiais e processos produtivos, para uma moda mais ecofriendly é preciso analisar oportunidades que vão além dessas questões. Um dos movimentos mais fortes na moda com uma pegada sustentável é o slow fashion, que compartilha os ideais do movimento slow, assim como a iniciativa slow food, ligada à alimentação. O slow fashion vem na contramão da produção de roupas massivas e de baixa qualidade (das fast fashions) e propõe um consumo mais lento, e peças com maior vida útil. O movimento questiona o conceito e a velocidade da moda, e visa um design atemporal com acabamento de qualidade que proporcione uma durabilidade à peça. As marcas que funcionam com o ideal do slow fashion têm uma produção em baixa escala e se assemelham mais a ateliês do que a indústrias.

O slow fashion (moda lenta) é uma das formas mais fáceis de iniciar no caminho por um lifestyle mais consciente e sustentável na moda. Você pode se inserir no movimento a partir de práticas como o reaproveitamento de peças de brechós, reforma de roupas vintage e no desapego e compartilhamento de peças em bazares. Dessa forma, reutiliza-se o material que já foi produzido evitando que ele se torne lixo. Assim, você estará refreando a produção industrial de roupas que incentiva o descarte e adquirindo um estilo autoral, que pode ser um retrô super charmoso ou até um look minimalista. Um casaco pode ter seu uso compartilhado e não precisa ser de posse de uma só pessoa, e um vestido pode ser reformado mais de uma vez. E essa lógica pode ir adiante. Na antiga música de carnaval “Marchinha da Cueca”, um homem fica bravo porque alguém pegou sua roupa de baixo para fazer pano de prato. Não precisamos chegar a tanto, mas roupas de baixo e bermudas podem virar pano de chão… Por que não?

Seguir o slow fashion, ensinar esses conceitos às crianças e dar roupas desse estilo a seus amigos e parentes é ir além de “tendências”, valorizando um estilo atemporal e ecofriendly. Customizar, reaproveitar e transformar são comportamentos bem vindos na hora de cuidar do planeta.

Repost: Conheça detalhes e potencialidades da moda sustentável

FONTE: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/conheca-detalhes-e-potencialidades-da-moda-sustentavel,97488b88ba73e410VgnVCM1000003b74010aRCRD

O conceito de sustentabilidade tem sido debatido em todas as instâncias da sociedade, desde a produção ao consumo.

Na moda, esse tema também tem ganhado destaque, principalmente pelo trabalho desenvolvido por pequenas indústrias e ateliês de costura sustentáveis.

As novas demandas do consumidor contemporâneo, que busca produtos que respeitem o meio ambiente e sejam produzidos de forma racional, fazem a produção sustentável ganhar cada vez mais espaço.

Essa mudança no perfil do consumidor tem expandido o nicho de moda sustentável, tanto para o público interno como para a exportação.

A adoção de práticas sustentáveis, mesmo na produção em grande escala, é um desafio e também uma vantagem competitiva para o setor de moda. A perspectiva é de crescimento e de boa aceitação para empreendimentos que apostem nesse conceito.

O que é?

A moda sustentável é aquela que, em todas as suas etapas, preza pelo respeito ao meio ambiente e à sociedade, valorizando as pessoas envolvidas na produção e incentivando o consumo consciente.

Com base nesses princípios, trabalha-se com matérias-primas menos poluentes, também produzidas de forma sustentável; busca-se a redução do desperdício e o uso racional de recursos como água e energia elétrica.

O conceito de sustentabilidade aplicado à moda propõe produção mais humanizada, sem a exploração da mão de obra, com remuneração mais justa. Além de produzir peças cujo design e funcionalidade favoreçam o uso duradouro.

Nichos

A sustentabilidade na moda é um conceito que pode ser aplicado de várias formas, desde a busca pela redução de resíduos da indústria tradicional até a adoção de práticas sustentáveis em todas as etapas da produção.

Os principais nichos da moda sustentável são os seguintes:

  • Produção com fibras naturais (algodão orgânico, linho, lã, cânhamo) ou com tecidos alternativos, como os feitos com garrafa pet ou de fibra de bambu.
  • Reaproveitamento de rejeitos de tecidos, couro ou materiais sintéticos descartados pela indústria.
  • Ecojoias e biojoias, acessórios produzidos com matérias-primas recicladas ou naturais.
  • Ecobags, bolsas confeccionadas com materiais sustentáveis.

Diferenciais

A sustentabilidade na moda tem crescido e conquistado espaço principalmente devido ao trabalho de ateliês, cooperativas e oficinas, muitas delas situadas em comunidades carentes.

Também em decorrência disso, por vários aspectos, a moda sustentável agrega conceitos da economia solidária, formando redes de crescimento socioeconômico em localidades que necessitam de investimentos. Isso gera empregos para parcela da população negligenciada pela forma hegemônica de produção.

A moda sustentável também trabalha com a valorização de saberes tradicionais, com o resgate de técnicas de costura manuais e práticas artesanais que agregam valor às peças e ajudam na afirmação da identidade cultural.

Outro diferencial que deve ser destacado neste mercado é a inovação das peças. Muitas vezes, erroneamente, o termo é associado a uma estética primária. No entanto, as produções de moda sustentável têm se destacado justamente pelo design funcional e arrojado.

Movimento “Tiny House”

Por Willian Dantas de França (Arquitetura FFB)

Em um mundo contemporâneo onde a vida é cada vez mais agitada e as cidades ficam cada vez mais lotadas, o movimento tiny house (mini casas) propõe um estilo de vida em pouco espaço, mas sem abrir mão do conforto e valorizando sempre o essencial.

Seguindo uma ideologia de funcionalidade, sustentabilidade e essencialidade, o movimento se baseia na construção de mini casas em um espaço com cerca de 20 m², preservando todas as características de uma casa normal. Podendo serem fixas ou móveis, as mini casas são muitas vezes utilizadas como casas de visita ou como “trailers”, podendo ser rebocadas em carros e assim transportadas para qualquer lugar, dependendo do estilo de vida do dono.

A funcionalidade está relaciona com os moveis, que em geral são projetados e exercem mais de uma função, como uma escada que serve de estante ou armário ou uma mesa de jantar que pode se desmontar para fazer a base de uma cama. A sustentabilidade se dá pelo fato de que as construções, por serem menores, diminuem a pegada ecológica e geralmente são autossuficientes, principalmente aquelas as quais os donos têm um estilo de vida nômade. Muitas possuem painéis solares e utilizam matérias recicláveis no projeto. A essencialidade se dá pela retirada, ou redução, de tudo que não é necessário em uma casa, que, pelo tamanho, abrigará, no máximo, duas pessoas.

Assim, as mini casas são uma ótima solução para o problema de aglomeração habitacional enfrentado nas grandes cidades e para a situação ecológica atual, por não agredirem tanto o meio ambiente. Desse modo, tudo depende das pessoas que estão dispostas a mudar seu estilo de vida a favor dessa ideia.

E aí, que tal adotar um estilo de vida nômade e sustentável?

 

Fontes:
http://greentopia.com.br/o-movimento-tiny-house/
http://www.archdaily.com.br/br/01-159987/movimento-tiny-house-e-mais-sustentavel-viver-em-menor-escala
http://www.gazetadopovo.com.br/imoveis/minicasas-para-quem-valoriza-o-que-e-essencial-99166zmtufhnfz33gafn5aq1a

Repost: Mãe sustentável, filho consciente.

Mãe sustentável, filho consciente: Elas querem deixar um mundo melhor para seus filhos e adotam hábitos sustentáveis no seu dia a dia.

A psicóloga Andreia Moessa de Souza Coelho, 38 anos, adota diversas atitudes sustentáveis no seu dia a dia e faz questão de passar esses hábitos para os filhos Bárbara, 7; Valentina, 4; Gregório, 1 ano e 7 meses e, em um futuro breve, ao bebê que nasce em setembro. “Depois que virei mãe achei que a coisa não estava legal, queria educar meus filhos para preservar o lugar em que a gente vive – o planeta”, conta.

Na casa deles, o respeito com a natureza começa na relação com a comida. O pequeno quintal abriga uma horta e um pomar. Couve, espinafre, temperos, morango, laranja, uva… As crianças ajudam a plantar e estão acostumadas a pegar o alimento no pé para comer. Além disso, Andreia frequenta uma feira de orgânicos em que tem contato com os produtores e costuma levar as crianças em propriedades que plantam os alimentos, sempre mostrando quem planta e que algumas plantações não levam agrotóxicos.

O lixo é todo separado e o que é orgânico vai para a composteira no quintal, o que garante adubo para sua horta. Ela conscientiza as crianças também sobre economia de água, de energia e, no mercado, não leva sacolinhas plásticas para casa: as compras seguem sempre em caixas de papelão. “As crianças acompanham tudo e as duas mais velhas já são super empáticas com essa discussão”, orgulha-se.

O exemplo é a melhor forma de educar os filhos e passar hábitos sustentáveis segue o mesmo caminho. “As crianças, fazendo parte de um contexto familiar mais saudável e sustentável, naturalmente incorporam estes hábitos na sua vida adulta e profissional”, afirma Fabiana De Nadai Andreoli, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da PUCPR. “A atuação dessa criança na sociedade na fase adulta, independentemente de sua escolha profissional, estará alicerçada em fundações sólidas de formação para a vida sustentável. Esse adulto terá mais autonomia e responsabilidade com o meio que vive”, completa. E que mãe não deseja isso ao seu filho?

Fabiana sugere que as mães, assim como os outros membros adultos da família, conversem com as crianças e expliquem esses hábitos e como eles melhoram a sua vida, a da família e da sociedade, sempre de uma forma natural.

Fraldas

Ser sustentável é natural para a psicóloga Larissa Portezan, 34 anos, mãe do pequeno Felipe, 1 ano e 9 meses. Ela vem de uma família que sempre teve essa preocupação. Quando ela engravidou, começou a pesquisar sobre as fraldas de pano modernas. “Vejo quanta fralda é jogada no lixo e sempre me lembro que não existe um ‘jogar fora’: tudo fica no nosso planeta. Fico sempre pensando em minimizar meus impactos na natureza”, diz.

No primeiro mês, uma fase de adaptação da nova mãe, Felipe usou apenas fraldas biodegradáveis. Depois Larissa adotou definitivamente as fraldas de pano modernas. Elas têm o mesmo formato das descartáveis, são feitas de material impermeável por fora e, por dentro, têm um bolso no qual é colocado um tipo de absorvente.

Na hora de lavar, é preciso passar uma água e esfregar um pouco antes de colocar a fralda na máquina de lavar roupa. “É um pequeno esforço para um grande resultado”, acredita. As fraldas modernas não precisam ser passadas.

Larissa se orgulha de ter conseguido aderir às fraldas de pano. “No meu chá de bebê minhas amigas fizeram até um bolão apostando que eu ia desistir. O tempo máximo que me deram foi de quatro meses”, diverte-se.

Seja uma mãe sustentável você também

Pedimos para a engenheira ambiental Fabiana De Nadai Andreoli indicar hábitos simples de adotar no dia a dia e que podem fazer a diferença para o planeta. Confira:

– Embalagens recicláveis devem ser – para retirar o grosso da sujeira – antes de ir para a reciclagem. Para não gastar com água e sabão, deixe-as dentro da pia e, à medida em que você vai descartando as águas de cozimentos (resfriadas) e usando a água da torneira, as embalagens são lavadas. Deixe secar e jogue no lixo reciclável (seco).

– Dê preferência a alimentos da época e orgânicos. Aproveite integralmente os alimentos, usando talos, cascas, folhas e sementes, que têm alto poder nutritivo e baixo custo. Veja aqui dicas de aproveitamento.

– Escolha embalagens que terão menos trabalho para limpar e descartar, além de menor impacto ao meio ambiente, mais rápida decomposição ou existência de formas de reaproveitamento como matéria prima. Um bom exemplo são as embalagens PET. Quando o material foi desenvolvido não era reciclável e seu descarte provocava muitos impactos negativos no meio ambiente. Hoje já há tecnologia para a reciclagem.

– Separe papéis de forma que não amasse, não molhe e não suje. Lembre-se: guardanapos usados não são recicláveis secos.

– Saquinhos de salgadinhos, embora ainda não tenham uma logística de reciclagem, também devem ir para o lixo reciclável. Assim a empresa recicladora pode tentar retornar para o fabricante. Descartados no lixo comum, vão direto para o aterro e isso trará um impacto ambiental muito ruim.

– Informe-se sobre coleta de remédios, pilhas, baterias, lâmpadas e eletrônicos na sua cidade.

– Nunca jogue lixo na rua. Na hora da chuva, ele pode entupir e provocar transbordamento das galerias e de esgotos. Depois, vai parar no rio, provocando contaminação das águas.

– Plante alimentos em casa. O que plantar vai depender da sua escala de consumo e tamanho da família, mas qualquer alimento que você consuma já é excelente. Aprenda a plantar uma horta orgânica.

– Use a luz natural na maior parte do tempo e economize energia de outras formas.

– Adote medidas de economia de água. Veja dicas aqui.

 

A FFB Fashion Haus acredita nessa causa. #gogreen #walmart

Acesse a matéria original em: http://www.walmartbrasil.com.br/noticias/mae-sustentavel-filho-consciente/